O Observatório do Vaticano, de acordo com seu diretor, o jesuíta José Funes, já reconheceu que em um universo de bilhões de galáxias, com bilhões de estrelas em cada uma, não somente existem planetas como deve haver formas de vida em alguns destes, algumas semelhantes as da Terra.

Funes participou de um programa na rádio da Santa Sé, e disse: "O universo não é resultado do caos. Tem lógica e uma natureza própria, que permite aos humanos realizar investigações, descobrir as leis da física e entendê-las". O jesuíta acrescentou que explorar o cosmos abre para a humanidade a possibilidade de se dar conta da origem da vida, e entender melhor a si mesma.

Funes também foi entrevistado recentemente pelo jornal Arizona Daily Star. Confirmou que se divide entre o telescópio de Mount Graham, naquele estado norte-americano, e o instrumento em Castel Gandolfo, a residência de verão do Papa. O jesuíta contou que estudou ciência na Itália, e que prosseguiu nesse caminho mesmo após a ordenação como sacerdote em 1995. Em 2006 Bento XVI o nomeou diretor do Observatório do Vaticano.

O padre afirma não ver contradição entre ciência e fé, afirmando que apesar da má fama atribuída à Igreja, foram os padres astrônomos do Vaticano que ajudaram a desenvolver o atual calendário Gregoriano. O observatório foi fundado no século XVIII quando, segundo Funes, "Era a época do conflito com as idéias de Galileu Galilei. O Papa, para mostrar que a Igreja não era contrária à pesquisa científica, decidiu ter um observatório".

Em 1970 a Santa Sé buscou um novo local para sua pesquisa, já que os céus italianos eram prejudicados pela poluição luminosa. Com o auxílio da Universidade do Arizona, que produziu os espelhos do Telescópio de Tecnologia Avançada do Vaticano, foi construído o observatório de Mount Graham. Funes administra os telescópios e anualmente apresenta um relatório para o Papa. Sobre o Arizona, diz: "Aqui as pessoas têm sorte. Ainda conseguem ver as estrelas a noite".

Créditos: revistaufo